quinta-feira, 16 de maio de 2013

Comer fora pode representar mais da metade de calorias consumidas no dia



Pratos no restaurante ultrapassam quantidades recomendadas de gorduras e sal

A próxima vez que você sentar em seu restaurante favorito, pense nisso: dois novos estudos constataram que os cardápios oferecem em um único prato a maior parte das calorias,gorduras e sal permitidas para todo o seu dia. Os trabalhos foram publicados dia 13 de maio na edição online do JAMA Internal Medicine.

Em um dos estudos, conduzido por pesquisadores do Centro de Pesquisa de Nutrição Humana no Envelhecimento da Universidade Tufts, em Massachusetts (EUA), foram analisadas 157 refeições completas a partir de 33 restaurantes localizados em Boston. Eles descobriram que 73% das refeições pedidas nos restaurantes tinham mais da metade das 2.000 calorias diárias recomendadas para adultos pela Food and Drug Administration, e 12 refeições continham mais do que a recomendação diária completa.

As refeições com o maior número de calorias incluíam restaurantes especializados em comida italiana (1.755 calorias), americana (1494 calorias), chinesa (1.474 calorias), e japonesa (1.027 calorias). O trabalho também descobriu que tanto os restaurantes locais quanto as grandes redes tinham a mesma probabilidade de acumular calorias, sendo que as cadeias locais tendem a ser um pouco mais altas (média de 1.437) do que as redes internacionais (1.359).

No segundo estudo, pesquisadores da Universidade de Toronto, no Canadá, analisaram 685 refeições e 156 sobremesas a partir de 19 cadeias de restaurantes. Eles descobriram que o café da manhã, almoço e jantar continham cada um 1.128 calorias em média, mais uma vez a maioria do número diário de calorias recomendado para adultos. Além disso, as refeições tinham 151% da quantidade diária de sal que uma pessoa deve ingerir por dia, 89% da recomendação diária de gorduras totais, 83% das gorduras saturadas e trans e 60% do colesterol que deveria ter o cardápio do dia.

Os autores afirmam que sem a ajuda da contagem de calorias nos cardápios, descobrir qual refeição é melhor para você pode ser difícil. Por isso é importante que os restaurantes forneçam a informação nutricional de seus pratos, principalmente para aqueles que comem fora várias vezes por semana.

Fonte: Portal Minha Vida

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Exercícios físicos no inverno


O clima frio é convidativo para ficar embaixo das cobertas, mas nada de abandonar as atividades físicas na época de temperaturas baixas!

Você pratica exercícios físicos religiosamente, sempre está de olho nas calorias gastas, mas basta os números do termômetro caírem um pouco e a preguiça de se exercitar toma conta do seu corpo. Não é raro conhecer pessoas que são verdadeiros atletas no verão e ursos hibernados na época do inverno.
Segundo o professor de educação física Marcus Mattos, os benefícios alcançados com as atividades físicas começam a se perder já com duas semanas de inatividade. “Aguardar passar a estação mais fria pode representar voltar quase ao seu nível inicial de treinamento”, ressalta o profissional. A fisioterapeuta Patrícia Suassuna explica o que acontece com nosso organismo: “A lei do nosso corpo é economizar energia. Se você está sem fazer alguma atividade, não há necessidade de manter uma musculatura forte sem ser utilizada. Desta forma o músculo vai enfraquecendo e ficando apenas com a força necessária para o que utilizamos no dia a dia”.
Inverno X Verão
Com o frio, o organismo tende a gastar mais energia para manter a temperatura média do corpo, entretanto, os efeitos dos exercícios praticados na estação fria acabam sendo os mesmos dos de verão. “É verdade que no inverno se consome mais calorias, porém, ao iniciar os exercícios, a temperatura já tende a subir naturalmente, não aumentando com isso o gasto calórico da atividade”, destaca Mattos. O especialista lembra ainda que em casos de atividades ao ar livre pode haver um pequeno gasto calórico maior, porém nada significativo.
Não existe uma atividade física mais indicada para a prática durante o inverno. Mas mesmo assim, algumas adaptações podem ser necessárias, devido às condições climáticas. A natação, por exemplo, se não for praticada em uma piscina aquecida, fica muito mais difícil.
Seguindo em frente!
Ok, você não se deixou intimidar e seguiu com os exercícios. Mas será que as atividades devem ser iguais às praticadas nos dias mais quentes? De acordo com Patrícia, devido à queda de temperatura e à necessidade de manter o corpo aquecido, uma série de alterações ocorrem no corpo, entre elas: maior rigidez muscular, diminuição da oxigenação dos tecidos e aumento da viscosidade dos líquidos que circulam nas articulações. Como consequência, essas mudanças irão promover uma diminuição da elasticidade de ligamentos e tendões, além de menor flexibilidade muscular. “Iniciar uma atividade sem uma preparação adequada aumenta o risco de se lesionar”, enfatiza a fisioterapeuta.
Preparar-se para as atividades exige aquecimento e alongamento prolongado
“A preparação aumenta a temperatura corporal e reverte todas as alterações citadas anteriormente, possibilitando que o corpo funcione com maior eficiência e potência muscular”, afirma a especialista.
Também é importante a atenção com a vestimenta. Principalmente atividades ao ar livre requerem roupas e sapatos apropriados para a temperatura. Com as temperaturas baixas, o organismo tende a diminuir o fluxo sanguíneo nas extremidades, isto é, pés, mãos e cabeça, o que pode gerar a diminuição da sensibilidade e até causar lesões na pele. Por isso, luvas, meias e gorros sempre às mãos!
Dica: No inverno, recomenda-se fazer um aquecimento entre 10 e 15 minutos antes das atividades
Dicas para mandar a preguiça embora
- Troque as atividades ao ar livre por espaços fechados, como academias e clubes que possuem climatização.
- Lembre-se dos abusos das comidas calóricas e tenha mais um motivo para se exercitar.
- Prefira os horários de sol mais quente, não necessariamente ao meio dia, mas momentos em que o calor dos raios estimule seus músculos aos exercícios. Não esqueça o protetor solar!
- Ouça músicas animadas que estimule você a dançar.
- Chame um colega ou forme um grupo de amigos com o mesmo objetivo.
- Pense que começando agora, dá para chegar ao próximo verão bem melhor e mais em forma que o verão passado.
Fonte: Portal Papo Feminino

quarta-feira, 8 de maio de 2013

“Meu filho começou a fumar. E agora?”


Psicóloga aconselha pais que não sabem como lidar com a situação

Você descobre que seu filho começou a fumar escondido. E agora? Deve deixá-lo tomar suas próprias decisões ou é preciso interferir nessa escolha? Veja dicas da psicóloga e especialista em psicoterapia de jovens e adultos Cecília Cruvinel e saiba o que fazer nessa situação.
Idade do adolescente
Em primeiro lugar, é importante distinguir adolescentes de 12, 15 ou 20 anos. Um jovem de até 16 anos fumando é bem diferente de um de 18, que já é maior de idade. “A diferença entre essas faixas etárias é óbvia: maturidade, responsabilidade, capacidade de tomar as próprias decisões. Fumar é um hábito permitido a adultos, portanto um adolescente de 18 anos está muito mais capacitado a decidir sobre isso do que um de 12 anos”, explica a psicóloga.
Porém, a primeira atitude que os pais devem tomar é conversar sobre o assunto abertamente. É importante ter paciência e tranquilidade para que o diálogo não se transforme em discussões intermináveis. “A aceitação ou não é uma questão pessoal, inclusive moral, dos pais. Proibir nunca é o melhor caminho, pois incentiva o filho a mentir”, completa a especialista.
Todo mundo sabe que fumar faz mal à saúde. Portanto, é indicado que ninguém fume e que os pais sempre informem os filhos sobre os males do cigarro, mesmo que seja uma informação bastante difundida. “Essa informação deve ser ressaltada ao longo do diálogo. Além disso, os pais devem incentivar e ajudar o filho a passar pela tentação de não fumar”, diz Cecília.
Motivos para buscar o cigarro
De acordo com a psicóloga, há vários motivos que levam o adolescente a buscar o cigarro: inserção no grupo de amigos, curiosidade, ansiedade, entre outras inúmeras possibilidades. Na visão do adolescente, há sempre uma boa razão para fumar.
“Cada uma dessas razões deve ser ouvida e trabalhada pelos mais de modo específico. Entretanto, é importante lembrar que aceitando ou não, não há garantia de que o filho tenha a mesma escolha dos pais. Ainda ressaltando a diferença de idade, é fundamental que os pais expliquem, informem, conversem e observem – no sentindo mesmo de olhar de perto, vigiar – seu filho, principalmente se ele tiver menos de 18 anos”, avisa.
Pais fumantes
Estudos apontam que quando pelo menos um dos pais fuma, a probabilidade de o filho fumar em alguma época da vida é bem maior em comparação a quem não tem nenhum dos pais fumantes. “Isso acontece por diversos motivos, como aprendizagem do comportamento, hábito para inserção na família, curiosidade e gosto pelo cheiro e sabor, e, até mesmo, influência genética, como aponta algumas pesquisas”, afirma Cecília.
Ela ainda aponta que um dos únicos recursos que impedem uma pessoa de começar a fumar é educação, isto é, informação de que o cigarro pode ser prazeroso, mas é um péssimo hábito. “Um adolescente preocupado com a saúde não começa a fumar. Por isso, é necessário incentivar hábitos saudáveis e proporcionar boa convivência social e familiar”.
Nos casos em que os pais fumam, é bem difícil que os filhos levem em consideração que o cigarro faz mal à saúde. “É contraditório pais fumantes dizerem aos filhos que não fumem. A dificuldade que esse filho terá em receber e assimilar com eficiência essa informação é muito maior. O melhor conselho é: se não quer filhos fumantes o primeiro passo é que os próprios pais não fumem”, aponta Cecília.
Ele insiste em fumar
Quando o jovem insiste em continuar fumando, a melhor saída é responsabilizar o adolescente por uma escolha de adulto que ele está fazendo. “Quando se trata de um adolescente mais jovem, por volta dos 14 anos, acredito que os pais devam procurar entender a função do cigarro na vida do filho. Podem conversar, informar que o cigarro é um aniquilador cruel da saúde e principalmente não infantilizar ou tratar o filho como irresponsável. O importante é justamente responsabilizar o adolescente por uma escolha de adulto que ele está fazendo. Por isso, um recurso efetivo é fazer o filho sustentar financeiramente seu próprio vício”, aconselha a psicoterapeuta.
No entanto, Cecília relembra que não existe conversa que garanta que os filhos não irão fumar.  “A informação sincera e completa, envolvendo os males, as doenças, as desvantagens e a possibilidade de ter outros hábitos no lugar do cigarro é o único meio eficiente de conscientização. Incentivar o adolescente a ter hábitos saudáveis, cuidar de si e de sua saúde também é um excelente aliado”.
Fonte: Entrevista da psicóloga da clínica Da Matta Fisio Cecília Cruvinel, para o Portal Papo Feminino.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Treinamento funcional promete prevenir lesões e aumentar a flexibilidade

        Confira a entrevista de Mateus Scarano Moreira, fisioterapeuta da clínica Da Matta Fisio e especialista em reabilitação funcional, para o programa De Tudo um Pouco, na Rede Super, sobre os benefícios do treinamento funcional. 

     O método mescla diversas modalidades de exercício, possibilita que o indivíduo seja capaz de ativar até mesmo os músculos mais profundos do corpo, que geralmente não são trabalhados, e promete prevenir lesões e aumentar a flexibilidade do corpo. Assista:




quinta-feira, 2 de maio de 2013

Saiba quando é preciso buscar ajuda psicológica na adolescência



O acompanhamento psicológico de um adolescente, quando necessário, pode ajudá-lo a passar pelas transformações dessa fase, deixando-o mais tranquilo, menos ansioso e indeciso.

A adolescência é um período crucial do desenvolvimento do ser humano, já que é a primeira e principal fase de transformação que uma pessoa sofre. Justamente por ser um período de muitas mudanças físicas, psíquicas e emocionais, grande parte dos adolescentes não conseguem lidar com a intensidade desse amadurecimento.

A psicóloga Cecília Cruvinel, explica que os sintomas mais aparentes dessa dificuldade são: agressividade excessiva, falha ou ausência de comunicação com os pais e até mesmo com os amigos, com casos de isolamento total. Além de problemas recorrentes na escola, como sérias dificuldades de aprendizagem, uso de drogas, comportamentos sociais inadequados e confusão mental. “Nesses casos, e claro, quando o adolescente solicitar, é importante procurar um psicólogo. O tratamento de um adolescente o auxiliará a passar pelas transformações, deixando-o consequentemente, mais tranquilo, menos ansioso e indeciso”.

Ela acrescenta que na maioria das vezes é necessário também o acompanhamento dos pais, para que seja possível avaliar se o problema parte de fato do jovem ou dos responsáveis. “Além disso, também podemos contar com o auxílio de outros profissionais da saúde mental, inclusive médicos”, ressaltou Cecília.

De acordo com a especialista, a desculpa para não buscar ajuda, quando necessário, pode aparecer por diversas razões, inclusive pela falta de informação. “É preciso desmistificar que quem procura um profissional da saúde mental está louco: isso não é uma regra. Além disso, há uma ideia que psicólogos são caros e inacessíveis à população financeiramente mais carente. No entanto, há serviços de psicologia que estão ao alcance da população, como o atendimento que é oferecido pelas faculdades, clínicas sociais a até o SUS. Portanto, não há razão para não procurar um profissional, quando necessário”, afirmou Cruvinel.

No entanto, ela alerta que o tratamento psicológico não exclui a responsabilidade e a necessidade de atenção e cuidados dos pais. Cecília garante que o adolescente dará sinal de que está sofrendo em suas atitudes, na fala, em suas experiências amorosas e de amizade. “É importante que os pais entendam que é uma fase difícil e confusa, porém passageira. E que é preciso respeitar essa dificuldade, dar espaço ao adolescente, privacidade, sem abandoná-lo”.

Por último, ela ressalta que não há como prever as consequências de uma falta de acompanhamento psicológico nesse ou em qualquer outro momento da vida, mas que um adolescente bem resolvido chegará à idade adulta muito mais saudável. “É possível que a ausência de tratamento possa adiar a chegada da maturidade adulta. Em casos mais graves, em que há uma desorganização psíquica séria, não tratar significa agravar o quadro de sofrimento mental”.

Cecília Cruvinel – Psicóloga - especialista no atendimento de jovens e adultos. Atua na clínica Da Matta Fisio, em Belo Horizonte.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Menos de 20% dos brasileiros hipertensos mantém tratamento de controle


Reduzir o sal e praticar exercícios é apenas o começo para controlar a pressão alta

Responsável por 9,4 milhões de milhões de mortes no mundo, segundo levantamento da Organização Mundial da Saúde, a hipertensão arterial atinge 22,7% da população brasileira, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Além disso, a hipertensão é responsável por 40% dos infartos, 80% dos casos de acidentes vascular cerebral (AVC) e 25% dos casos de insuficiência renal terminal no país.

Com objetivo de alertar a sociedade para o cuidado com a pressão alta, a Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH), com o apoio do Ministério da Saúde, da Sociedade Brasileira de Cardiologia e Sociedade Brasileira de Nefrologia, faz anualmente um alerta à população sobre a importância da medição da pressão arterial, prevenção e a manutenção do tratamento. "Nós queremos mostrar qual é a influência direta da pressão arterial na vida de uma pessoa e o que ela ganha medindo a pressão regularmente e adotando hábitos de vida saudáveis", explica o presidente da entidade, o cardiologista Roberto Franco.

A Campanha 2013 terá como tema "Benefícios de ser Menos Pressão". Por se tratar de uma doença silenciosa, a hipertensão muitas vezes encontra problemas desde o diagnóstico da doença até a aderência ao tratamento pelo paciente. A ideia da nova campanha é mostrar quais são os benefícios práticos de se prevenir e controlar a pressão arterial. "Esse é um dos grandes problemas da hipertensão, por ser uma doença assintomática, os pacientes por diferentes motivos tendem a abandonar o tratamento, tanto a modificação dos hábitos de vida quanto a tomada da medicação propriamente dita", explica a nefrologista Frida Plavnik, diretora científica da Sociedade Brasileira de Hipertensão.

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