terça-feira, 22 de outubro de 2013

Caminhada: cuidados antes e durante para quem tem sobrepeso ou obesidade

 
Excesso de peso pede cuidados com intensidade do exercício e doenças associadas
 
Pessoas com sobrepeso e obesidade precisam tomar alguns cuidados especiais antes de iniciar qualquer exercício físico, um deles é passar pela avaliação de um médico, de preferência um cardiologista. É realizar um check-up médico e um teste ergométrico, para se pesquisar possíveis alterações cardíacas e metabólicas, antes de iniciar um programa de caminhadas. Começar seus exercícios com os devidos cuidados cardíacos e articulares dará mais segurança aos seus exercícios.
 
Indivíduos com sobrepeso ou obesidade podem ter algumas limitações que precisam ser respeitadas, como osteoporose e diabetes descontrolado. Caso a pessoa tiver um desses quadros, não deve realizar qualquer atividade sem orientação, pois pode levar a sérias lesões articulares e metabólicas. Os cuidados a serem tomados precisam ser verificados por um médico e encaminhados a um profissional de educação física, para que esse possa escolher a melhor prescrição de exercícios.
 

Intensidade do exercício

De forma geral, deve-se iniciar o programa de caminhadas com uma rotina de exercícios pouco volumosa e com pouca intensidade, ou seja, sessões curtas e com baixo nível de dificuldade. A prescrição de exercícios leves no início do treinamento de caminhadas é baseado na pressão que as articulações sofrem.

Quando um indivíduo corre, a pressão que retorna da pisada do chão atinge as articulações como se a pessoa tivesse um peso muito maior. Uma pessoa com 100 kg recebe uma carga de pressão equivalente a 300 a 500kg nas pernas, um verdadeiro trauma explosivo para o corpo, que deveria estar preparado para isso. Já na caminhada essa força é cerca de um terço da força de pressão da corrida, mas mesmo assim devemos tomar os devidos cuidados.

 

Tênis

A importância de um tênis com amortecimento fará bastante diferença na absorção dos impactos gerados nas suas caminhadas. Procure um tênis confortável e próprio para o seu peso e para caminhadas.
 

Escolha do terreno

No início do programa de caminhadas escolha terrenos que amortecem melhor os impactos como as gramas e pistas de carvão. Esses terrenos absorvem melhor os impactos nas caminhadas. Mas, caso não haja a possibilidade de prática nesses terrenos diminua o ritmo no asfalto ou calçada e use um bom tênis de caminhadas. Inicie em terrenos planos.
 

Os melhores exercícios

Os exercícios físicos mais indicados são aqueles com menor impacto articular, como por exemplo, as realizadas dentro da água (hidroginástica, natação, caminhada dentro da água), a caminhada e a musculação (iniciar com baixo volume e intensidade). É importante lembrar que os alongamentos servem para melhorar os níveis de flexibilidade dos músculos e das articulações, com isso, a longo prazo e de forma crônica, podem ser minimizados os riscos de lesões causadas pelo encurtamento excessivo dos músculos. Além disso, o alongamento serve para aliviar as tensões musculares e articulares. Eles devem ser praticados antes e depois das caminhadas.
 

Perceba os sinais do deu corpo

No início do programa de caminhadas vá devagar e observe o seu organismo. Sinta que está realizando um exercício físico, mas não está agredindo seu corpo com intensidades muito elevadas suas articulações e coração. Deixe para aumentar a intensidade de suas caminhadas, conforme seu peso for diminuindo e seu condicionamento físico for melhorando, te dando mais fôlego.
 

Doenças associadas

Para as pessoas com diabetes e com sobrepeso ou obesidade, os cuidados são redobrados, são necessárias alguns cuidados, como avaliação médica e avaliação física, procurar um nutricionista para iniciar um programa de reeducação alimentar e iniciar com atividades de baixo volume, intensidade e impacto. Se a pessoa aplica insulina ou ingere algum remédio que estimula a produção do hormônio, é recomendável medir a glicemia antes, durante e depois das atividades.
 
Para os hipertensos e com sobrepeso e obesidade é extremamente importante aferir sua pressão arterial antes e após as suas caminhadas. Caso, ao aferir a pressão arterial antes da caminhada ela estiver alta, deixe o exercício para o dia seguinte e procure descansar, checar se tomou a medicação para hipertensão corretamente e caso não diminua a pressão procure um médico. O controle dos dados de pressão arterial antes e depois dos seus exercícios poderão ser úteis para observar a diminuição da sua pressão arterial. No decorrer dos meses haverá a queda da pressão arterial com a prática regular de suas caminhadas.

A caminhada é um exercício fácil, prático e muito eficaz para os programas de perda de peso.
 
Fonte: Portal Minha Vida

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

A importância da fisioterapia no processo de reabilitação

 
13 de outubro: Dia do Fisioterapeuta
 
Para lembrar e comemorar o Dia do Fisioterapeuta, celebrado em 13 de outubro, a fisioterapeuta Luciana Lopes, da clínica Da Matta Fisio, fala sobre a importância e os benefícios da fisioterapia ortopédica e desportiva no processo de reabilitação.
 
Qual o papel e a função da fisioterapia no processo de reabilitação? 
L: A fisioterapia tem o objetivo de restaurar os movimentos e funções comprometidas, reabilitando os pacientes que possuam doenças de causa muscular, tendínea, óssea e articular. E ainda em casos de pacientes que tenham feito alguma cirurgia.
 
Quais os principais tipos de lesões que levam um paciente a fazer fisioterapia?
 
·         Lesões de ligamentos e musculares;
·         Tendinites e tendinoses;
·         Bursites;
·         Fraturas e pós-operatórios;
·         Cervicalgia;
·         Lombalgias;
·         Dorsalgia;

Geralmente, essas lesões são causadas por quais motivos?
L: Por desequilíbrios musculares, traumas, sobrecarga muscular, articular e posturas inadequadas.

Quais os recursos na reabilitação que são usados, hoje, para a reabilitação dentro da fisioterapia?
L: As principais técnicas são: terapia manual, recursos eletroterápicos e cinesioterapia.

Com a reabilitação é possível tratar 100% um trauma? Qual a duração, em média, do tratamento?
L: A reabilitação e o tempo de duração irão depender  do tipo de lesão e da evolução de cada paciente.

Qual a especialidade médica que o paciente deve buscar para ser direcionado para o tratamento?
L: Geralmente um ortopedista, mas qualquer especialidade médica pode indicar o paciente para a fisioterapia.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Transtornos alimentares: o que são e como tratar

 
90% dos casos de transtornos alimentares são representados por mulheres jovens e adolescentes
 
Você sabia que cerca de 4% da população mundial sofre de algum tipo de transtorno alimentar? Pois é! O número não é pequeno e segue aumentando a cada ano. Desses 4%, aproximadamente 90% é representado por mulheres adolescentes e jovens. Apesar de ser um tema bastante discutido, o problema pode estar dentro da sua casa sem você ao menos desconfiar. Portanto, para falar sobre o assunto, conversamos com psicóloga Cecília Cruvinel Colmanetti, da clínica Da Matta Fisio, em Belo Horizonte. Confira!
Tipos de transtornos alimentares
A anorexia nervosa, a bulimia nervosa e a compulsão alimentar são os transtornos alimentares mais comuns nos dias de hoje. Durante a anorexia, o indivíduo passa longos períodos sem se alimentar somados a exercícios físicos excessivos, o que o leva a índices de massa corporal extremamente baixos. Na bulimia, a pessoa tende a ter momentos de comilança desenfreada, seguidos de episódios de vômito, numa tentativa desesperada de voltar atrás de tudo o que ingeriu. Já na compulsão alimentar, busca-se na comida a válvula de escape de problemas do dia a dia, ingerindo diariamente quantidades de comida muito superiores ao normal.
Principais causas
Segundo a psicóloga, existem muitos fatores que podem levar ao desenvolvimento de qualquer um desses problemas. Dentre os mais comuns estão os maus hábitos alimentares, ansiedade, insegurança, baixa auto estima, depressão, dismorfismo, etc. E essa é a grande dificuldade na hora de tratar um transtorno alimentar: muitos fatores psicológicos podem estar envolvidos.
Como tratar?
“Esse tipo de comportamento é um hábito e a reformulação de um hábito é extremamente árduo”, enfatiza Cecília. Tratar de um transtorno alimentar não é tão simples como tratar de uma doença orgânica que simplesmente pode ser curada. O trabalho com um bulímico ou anoréxico deve ser acompanhado durante a vida toda, assim como acontece com um narcótico ou alcoólatra. “O acompanhamento psicoterápico e psiquiátrico é tão importante quanto a ajuda de um nutricionista e um endocrinologista“, explica. O tratamento de um paciente que apresente esse tipo de transtorno deve ser feito com profissionais de diversas áreas.
Fique de olho!
Durante os primeiros meses, os transtornos alimentares tendem a ser uma doença bem silenciosa.Portanto, é de extrema importância que você fique ligada nos hábitos alimentares dos seus filhos e familiares para que essa situação, caso exista, não passe despercebida. “Crianças que não comem, nunca ficam saciadas, apresentam sinais de refluxo e ruminação devem ser observadas com atenção”, afirma a psicóloga. Adolescentes e adultos também devem ser observados caso apresentem hábitos fora do comum, como evitar comer em conjunto, optar sempre por comidas calorosas e nunca engordar e até uma preocupação em fazer atividades físicas excessivamente.
Uma vez que o problema é notado, é essencial que exista uma conversa com a pessoa que está passando por essa fase, apoiando-a e ajudando-a a procurar um tratamento. “Fingir que o problema não existe não é a melhor forma de lidar com ele”, finaliza Cecília.
Fonte: entrevista da Dra. Cecília Cruvinel Colmanetti para o site Papo Feminino.