sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Transtornos alimentares: o que são e como tratar

 
90% dos casos de transtornos alimentares são representados por mulheres jovens e adolescentes
 
Você sabia que cerca de 4% da população mundial sofre de algum tipo de transtorno alimentar? Pois é! O número não é pequeno e segue aumentando a cada ano. Desses 4%, aproximadamente 90% é representado por mulheres adolescentes e jovens. Apesar de ser um tema bastante discutido, o problema pode estar dentro da sua casa sem você ao menos desconfiar. Portanto, para falar sobre o assunto, conversamos com psicóloga Cecília Cruvinel Colmanetti, da clínica Da Matta Fisio, em Belo Horizonte. Confira!
Tipos de transtornos alimentares
A anorexia nervosa, a bulimia nervosa e a compulsão alimentar são os transtornos alimentares mais comuns nos dias de hoje. Durante a anorexia, o indivíduo passa longos períodos sem se alimentar somados a exercícios físicos excessivos, o que o leva a índices de massa corporal extremamente baixos. Na bulimia, a pessoa tende a ter momentos de comilança desenfreada, seguidos de episódios de vômito, numa tentativa desesperada de voltar atrás de tudo o que ingeriu. Já na compulsão alimentar, busca-se na comida a válvula de escape de problemas do dia a dia, ingerindo diariamente quantidades de comida muito superiores ao normal.
Principais causas
Segundo a psicóloga, existem muitos fatores que podem levar ao desenvolvimento de qualquer um desses problemas. Dentre os mais comuns estão os maus hábitos alimentares, ansiedade, insegurança, baixa auto estima, depressão, dismorfismo, etc. E essa é a grande dificuldade na hora de tratar um transtorno alimentar: muitos fatores psicológicos podem estar envolvidos.
Como tratar?
“Esse tipo de comportamento é um hábito e a reformulação de um hábito é extremamente árduo”, enfatiza Cecília. Tratar de um transtorno alimentar não é tão simples como tratar de uma doença orgânica que simplesmente pode ser curada. O trabalho com um bulímico ou anoréxico deve ser acompanhado durante a vida toda, assim como acontece com um narcótico ou alcoólatra. “O acompanhamento psicoterápico e psiquiátrico é tão importante quanto a ajuda de um nutricionista e um endocrinologista“, explica. O tratamento de um paciente que apresente esse tipo de transtorno deve ser feito com profissionais de diversas áreas.
Fique de olho!
Durante os primeiros meses, os transtornos alimentares tendem a ser uma doença bem silenciosa.Portanto, é de extrema importância que você fique ligada nos hábitos alimentares dos seus filhos e familiares para que essa situação, caso exista, não passe despercebida. “Crianças que não comem, nunca ficam saciadas, apresentam sinais de refluxo e ruminação devem ser observadas com atenção”, afirma a psicóloga. Adolescentes e adultos também devem ser observados caso apresentem hábitos fora do comum, como evitar comer em conjunto, optar sempre por comidas calorosas e nunca engordar e até uma preocupação em fazer atividades físicas excessivamente.
Uma vez que o problema é notado, é essencial que exista uma conversa com a pessoa que está passando por essa fase, apoiando-a e ajudando-a a procurar um tratamento. “Fingir que o problema não existe não é a melhor forma de lidar com ele”, finaliza Cecília.
Fonte: entrevista da Dra. Cecília Cruvinel Colmanetti para o site Papo Feminino.
 

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Atividade física: nunca é tarde para começar!

 
1º de outubro é dedicado ao Dia Nacional e Internacional dos Idosos e um especialista em medicina esportiva explica os benefícios da atividade física na terceira idade.

 
Há alguns anos, velhice era sinônimo de doenças e limitações físicas, mas essa não é mais a realidade. Hoje, já é possível envelhecer saudavelmente e aumentar a expectativa de vida. A atividade física é um ponto importante na qualidade de vida do idoso e capaz de prevenir e evitar vários problemas e doenças como o diabetes, fraturas, hipertensão arterial, varizes e muitas outras.
Além disso, a prática de esportes na terceira idade oferece muitos outros benefícios. Segundo o médico ortopedista Octacílio Da Matta, especialista em medicina esportiva e diretor clínico da clínica Da Matta Fisio, em Belo Horizonte, a prática de atividade física nessa fase, melhora a condição osteomuscular e consequentemente o equilíbrio do corpo, evitando acidentes domésticos.  E ainda, uma melhora cardiovascular e circulatória, prevenindo acidentes vasculares cerebrais e tromboses.
O médico lembra que além dos benefícios físicos, a prática de esportes aumenta também a produção de endorfina, um hormônio liberado durante a atividade física, que oferece sensação de bem estar e relaxamento. No entanto, o tipo de exercício a ser realizado depende do organismo e da vontade de cada um. De acordo com o especialista, os esportes mais indicados nessa fase são atividades de baixo impacto, para fortalecer e alongar a musculatura como: caminhadas, pilates, natação e hidroginástica.
Cuidados para começar a prática de um esporte
Porém, antes de começar qualquer atividade física, o médico ressalta que o primeiro passo é fazer uma avaliação com um ortopedista especializado em esporte, para que se trace o perfil do idoso, ou seja, avaliar e afastar os possíveis problemas ortopédicos. Em seguida, o idoso deverá ser submetido a uma avaliação cardiológica e em algumas situações, também fisioterápica e nutricional. “Caso, essas orientações não sejam seguidas, o paciente pode sofrer com dores articulares, lesões musculares e tendinosas, quedas e fraturas”.
Da Matta reforça ainda a importância de uma orientação nutricional associada à prática de um esporte adequado. “Com esses cuidados é possível evitar doenças e condições desfavoráveis para o idoso, como o sobrepeso e suas consequências, alterações circulares e queda do desempenho das atividades diárias”.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Perder 10% do peso corporal alivia dor no joelho de paciente com artrose

 
Melhora foi observada com a dieta e exercícios combinados, diz estudo
 
Pessoas idosas com problemas de peso podem aliviar a dor da artrose no joelho, se perderem apenas 10% do seu peso corporal por meio de dieta e exercício físico, segundo um novo estudo liderado por um pesquisador da Wake Forest University (EUA). O trabalho foi publicado dia 25 de setembro Jornal of the American Medical Association.

A pesquisa incluiu 454 idosos (55 anos ou mais) com sobrepeso e obesidade
que estavam sofrendo dores da artrose do joelho. Durante 18 meses seguidos, eles foram designados aleatoriamente para um dos três grupos - dieta somente, exercício somente ou dieta e exercício combinados.

Os participantes foram colocados no programa de exercícios
fizeram atividade física três vezes por semana, incluindo duas sessões de caminhada de 15 minutos, separados por uma sessão de treinamento de força de 20 minutos. Quem fez a dieta ingeriu cerca de 1.100 a 1.200 calorias por dia. Eles foram alimentados com até dois shakes de 300 calorias cada substituindo refeições e um jantar equilibrado, que continha entre 500 e 750 calorias. Cerca de 88% dos participantes completaram o estudo após os 18 meses.

As pessoas que realizaram o regime de dieta e exercício combinado perderam mais peso, em média, do que as pessoas que fizeram apenas uma das duas atividades. O grupo que perdeu mais de 10% do peso corporal relatou menos dor e melhor função no joelho, maior velocidade de caminhada e melhor qualidade de vida relacionada com a saúde física do que os outros grupos. Os pesquisadores afirmam que não é necessária uma dieta tão restrita para conseguir os benefícios - ela foi usada de forma controlada para que os benefícios fossem alcançados no prazo do estudo.

Segundo os autores, perder 10% do peso corporal para uma pessoa com obesidade não significa nem que ela chegará no peso ideal. Por exemplo, uma pessoa que tem 140 precisa chegar aos 126 Kg para conseguir o benefício. Os cientistas afirmam que pessoas que sofrer com dores no joelho por conta da artrose devem procurar um médico, a fim de iniciar um programa de dieta e exercícios adequados às suas necessidades.
 
Fonte: Portal Minha Vida

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

A importância e os benefícios do atendimento psicológico

 
Especialista garante que um acompanhamento psicológico é primordial em momentos conturbados e que o lado emocional também precisa ser prioridade.
É preciso ter tempo para tudo e principalmente para o nosso lado emocional, que muitas vezes é colocado em último lugar. Dinheiro, posição social, sucesso profissional, família são na maioria das vezes o mais importante e quando o barco começa a afundar, as pessoas não dão conta do vazio, da falta de amor consigo mesmo e aí é hora de correr atrás do tempo perdido e buscar ajuda.
Um atendimento psicológico é primordial em momentos conturbados, onde as pessoas não sabem qual caminho seguir e por onde percorrer. “O papel do psicólogo clínico consiste em tratar o sofrimento mental, não ignorando seu contexto de vida atual, sua história, as situações econômicas políticas e sociais as quais esse sujeito está inserido”, explicou a psicóloga Cecília Cruvinel, da clínica Da Matta Fisio, em Belo Horizonte.
Entre todos os problemas e doenças que podem ser tratados com um acompanhamento psicológico, a especialista cita os mais comuns: depressão, esquizofrenia, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, autismo, transtornos bipolar, transtorno de ansiedade, síndrome do pânico, transtorno de personalidade boderline, entre tantos outros.
Benefícios
Para entender melhor a importância do atendimento psicológico e seus benefícios, a Cecília faz uma analogia do acompanhamento psicológico com uma infecção bacteriana, por exemplo. “Se você tem uma infecção você tem que tomar um antibiótico, fazer repouso e em alguns casos até uma dieta alimentar para melhorar. Se você está em sofrimento psíquico é necessário fazer um acompanhamento psicológico e às vezes também psiquiátrico.  No entanto, não é uma questão de cura, mas de conquista de bem estar e equilíbrio”.
 
De acordo com a psicóloga, a duração do tratamento é uma questão muito subjetiva e depende da frequência nas sessões, da personalidade do paciente, do estado (muito grave ou não) no qual a pessoa se encontra. Mas, ela afirma que desde o primeiro momento já se pode notar uma pequena melhora, pois o nível de ansiedade na maioria das vezes diminui e as desorganizações se tornam menores.